O preço que as empresas e a sociedade pagam por negligenciar a segurança é alto

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Pouco mais de 30 anos atrás, o engenheiro Bob Ebeling, que trabalhava na empresa Morton Thiokol, contratada pela Nasa para fornecer os foguetes de propelente sólido para as naves recuperáveis – junto com quatro colegas – mostrou para os responsáveis pelo ônibus espacial Challenger que, em caso de frio extremo na hora do lançamento, as juntas de borracha O-rings do foguete de combustível sólido endureceriam e não vedariam corretamente a estrutura. Como a temperatura na plataforma estava muito baixa – abaixo de zero -, eles recomendaram à NASA que adiasse o lançamento na esperança de que o tempo amenizasse e o risco diminuísse. Mas os executivos da empresa e da agência espacial americana disseram que não adiariam.

Quando Bob chegou em casa na noite anterior ao lançamento, após ouvir o decidido “não” ao seu pedido de adiamento do evento, ele disse a sua esposa Darlene: “Vai explodir”. E como sabemos, 76 segundos depois de seu lançamento, a Challenger explodiu.

O que se descobriu durante as investigações é que a NASA estava sendo pressionada a não adiar mais uma vez o lançamento da nave porque o governo poderia cortar verbas para o programa.

Portanto, aqui o `doutor Custo’ aparece e, se sobrepõe às sete vidas perdidas e, por causa disso, o programa ficou dois anos sem nenhum outro lançamento.

Fonte: Revista Proteção

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