Aterro sanitário na Baixada Fluminense vai transformar lixo em combustível
Notícias 2009 Adicionar ComentárioO Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou hoje (5) uma usina de biogás que vai beneficiar todo o país, ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
De acordo com a presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Ângela Fonti, a usina de biogás evitará que nos próximos 15 anos cerca de 75 milhões de metros cúbicos de metano por ano sejam liberados para atmosfera.
A movimentação econômica gerada pela usina nos próximos 15 anos será de R$ 407 milhões, segundo o consórcio Novo Gramacho, vencedor da licitação para desenvolver a iniciativa, que investiu R$ 41 milhões na instalação dos equipamentos para queimar o gás proveniente do lixo.
“O faturamento da empresa virá da venda de créditos de carbono aos países ricos comprometidos com a redução de emissões de gases de efeito estufa e, futuramente, da venda do próprio biogás para indústrias interessadas”, explicou Ângela Fonti.
O contrato de concessão prevê que 36% dos ganhos com a venda dos créditos de carbono sejam revertidos em partes iguais à Comlurb e à Prefeitura de Duque de Caxias.
Também será criado um fundo para auxiliar os cerca de mil catadores da região a se capacitar em outras atividades, depois da transformação do aterro. A área está saturada e deve ser desativada em cinco anos no máximo, como explicou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, durante a inauguração da usina.
“Gramacho em breve servirá apenas para transformar resíduos sólidos em energia. Por isso estou estudando com o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, um local na Cidade dos Meninos, aqui em Caxias, para substituir o Aterro de Gramacho”, disse o prefeito carioca.
Paes não descartou outras alternativas e acredita que até o fim do ano a prefeitura tenha uma solução para o destino dos resíduos sólidos da região metropolitana do Rio.
O Aterro Sanitário Metropolitano de Jardim Gramacho, que começou a funcionar em 1978, ocupa uma área de 1,3 milhão de metros quadrados e recebe mais de 80% do lixo produzido na região metropolitana do Rio, ou seja, cerca de 8 mil toneladas de resíduos por dia.
Fonte: Agência Brasil.
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